segunda-feira, outubro 21

TORNAR-SE FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Se você está desempregado ou em um emprego onde não está satisfeito, há uma solução chamada concurso público. O concurso público, ao selecionar as pessoas pelo mérito e não pelo apadrinhamento, tem o poder de melhorar não só a qualidade do serviço público mas também de ser um excelente caminho para você.

Em regra, para alguém trabalhar no serviço público, é preciso passar em um concurso público. É uma seleção aberta a todos, onde a pessoa faz provas e é chamada conforme sua nota. 

Estabilidade
Em geral, quem passa em um concurso público tem que cumprir três anos de estágio probatório, uma espécie de período de avaliação. Depois disso, é efetivado e passa a ter estabilidade: não pode ser demitido sem justa causa. Só perde o emprego se for considerado culpado em algum processo administrativo ou sindicância. 

Na iniciativa privada, o trabalhador pode ser demitido sem justa causa. A lei, no entanto, dá algumas compensações para esse “risco”: o trabalhador pode sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e receber seguro-desemprego. 

No serviço público, estabilidade não se resume apenas à garantia do emprego, mas também à garantia do salário.

Na iniciativa privada, a estabilidade está muito ligada ao ciclo macroeconômico. Se a economia está em crise, seguramente vai haver desligamentos, atrasos de salário etc. No setor público, não, porque o nível de emprego e de salários independe do setor macroeconômico.

Aposentadoria
Ao lado da estabilidade, a aposentadoria é a vantagem do concurso público mais citada. A grande diferença é em relação ao valor. Quem trabalha na iniciativa privada pode se aposentar recebendo no máximo R$ 2.894, independente se durante toda a vida recebeu salário de R$ 7 mil. Já no setor público, a lei permite a aposentadoria integral, ou seja, ao se aposentar, o servidor passa a receber valor igual ao salário que tinha quando trabalhava. 

Além disso, não é vetado o ingresso dos aposentados. Você pode se aposentar e prestar concurso. Aí recebe aposentadoria integral e salário. É um círculo vicioso ou virtuoso. Na medida em que você tem experiência no setor público, no cargo, você tem uma vantagem comparativa para prestar concurso.

A igualdade de acesso também está no topo da lista de pontos positivos do setor público. Em um concurso, as condições são iguais para todos. Os critérios de avaliação são objetivos: não há discriminação de sexo, cor ou crença. A lei obriga que um percentual de vagas seja destinado a portadores de deficiência física, o que geralmente é cumprido nos editais. 

Você não tem discriminação, seja ela racial, seja a famosa “boa aparência”, seja a questão da idade. Não tem problemas do tipo “a mulher grávida não pode fazer concurso”. Ela pode fazer à vontade. Já no setor privado ela vai ter dificuldade em obter um cargo.

6 comentários:

  1. Mas quem tem lupus pode se inscrever como deficiente fisico?

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    1. Olá Marcia. Somente o Lupus não. Mas se decorrente do lupus você tiver alguma deficiência poderá tentar a inscrição como deficiente.

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  2. Olá.
    Como fazer para não ter problemas no hemograma da perícia médica de um concurso, visto que o Lúpus ocasionou uma Leucopenia persistente?

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  3. Tenho Lúpus Sistemático Eritromatoso e em decorrência dele estou com Osteonecrose nos dois joelhos. Nesse caso, posso concorrer como deficiente?

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  4. Saiu o nome errado...
    Tenho Lúpus Eritematoso Sistêmico e em decorrência dele estou com Osteonecrose nos dois joelhos. Nesse caso, posso concorrer como deficiente? Ainda tenho Epilepsia.

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  5. Tenho lupus eritematoso sistemico, gostaria de saber se posso me inscrever como portadores de necessidades especiais, pois tive uma vasculite causada pelo lupus q me deixou uma lesão no tronco do cérebro,gostaria de saber se existe dois tipos mobilidade reduzida e lei de cotas?

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